Algumas páginas católicas feministas estão compartilhando um “estudo” que atesta que o movimento “tradwife” tem atraído homens que “odeiam” as mulheres. Um resumo do estudo foi publicado na página de Instagram do The Times.
O estudo é da Psychology of Women Quarterly e, segundo a publicação, o movimento tem atraído homens com forte inclinação sexista, defensores da ideia de que as mulheres não devem trabalhar fora de casa e de que devem submeter-se aos seus maridos
Primeiramente, esclareçamos o que é a revista Psychology of Women Quarterly. Trata-se de uma revista feminista e, como era de se esperar, possui noções bastante equivocadas de “sexismo”, incompatíveis com aquilo que a Igreja entende por autêntico sexismo.
A revista, por exemplo, publica artigos de pesquisadoras feministas que consideram “sexista” a retórica antiaborto, como se pode observar aqui. Não se trata, portanto, de um parâmetro confiável para medir o sexismo masculino.
O tema deste artigo, porém, não é a revista em si, mas o que certas católicas feministas entendem como “ódio às mulheres”.
O feminismo, no sentido condenado pela Igreja, é, em suma, a heresia que nega a submissão da esposa ao marido, bem como os deveres da maternidade. Vejamos, pois, a síntese magisterial:
Feminismo enquanto rejeição da submissão da esposa ao marido
"A mulher, criada como companheira do homem, deve permanecer sob o poder de amor e carinho, mas sempre sob seu poder. Quão equivocado, portanto, é esse feminismo que busca corrigir a obra de Deus." (São Pio X - Discurso para a Delegação do Sindicato das Senhoras Católicas Italianas em 1909)
Feminismo enquanto rejeição dos deveres da maternidade
"O enfraquecimento da presença materna, com as suas qualidades femininas, é um risco grave para a nossa terra. Aprecio o feminismo, quando não pretende a uniformidade nem a negação da maternidade." (Amoris Laetitia, 173)
Embora feministas católicas tentem argumentar que é possível existir um “bom feminismo”, ao endossarem estudos como os da Psychology of Women Quarterly, acabam apenas confessando aquilo que todos já sabiam: defendem precisamente o feminismo condenado, pois negam, em seus corações, a submissão ao esposo e os deveres da maternidade. No fim, o “bom feminismo” teoricamente aventado não passa de uma cortina de fumaça para justificar o feminismo herético.
Muitas católicas feministas, porém, ainda não têm completa coragem de negar explicitamente a doutrina da Igreja, então adotam um expediente diferente: tentam demonstrar o quanto o casamento tradicional é opressivo ou atrai opressão.
Desse modo, tentam impor a ilação de que quem defende a hierarquia familiar, a volta das mães ao trabalho no lar estaria igualmente contribuindo para cultura de "ódio às mulheres" sem que uma coisa tenha qualquer relação com a outra. E o mais constrangedor de tudo é travestirem esse feminismo mal confessado com roupagem de ciência, de "estudos". É patético. Simplesmente patético. Felizmente, na postagem da The Times, um homem desmascarou a farsa do "estudo":
O fato de feministas católicas atacarem tanto o matrimônio vivido de maneira tradicional nos leva ao tema principal de nosso artigo: católicas feministas odeiam homens católicos.
O ódio a homens católicos
Não é incomum encontrar católicas feministas alertando sobre os “riscos” de se relacionar com homens católicos, sobretudo os do meio tradicional, porque estes, por serem melhor formados que a média, são mais conscientes de seus deveres. Frequentemente recompartilham relatos de supostos “abusos” praticados por esses homens, como exigir que suas mulheres usem véu na igreja - obedecer São Paulo! Que terrível ofensa a Deus, não é mesmo? -, deixem seus empregos para se dedicarem ao lar - exatamente o que o Magistério tradicionalmente recomenda - ou ainda regulem as roupas que elas vestem e as proíbam de frequentar certos ambientes, como praias e academias.
Estamos sendo irônicos evidentemente. Não há abuso em nenhuma dessas coisas, por óbvio. Abuso, no sentido empregado pela Igreja, seria exigir que a mulher pecasse contra Deus, mesmo que venialmente, em obediência ao esposo. Neste caso, seria verdadeiramente um abuso, pois a autoridade do marido vem justamente de Deus para que o homem possa servi-Lo. Fora desse caso, é apenas a autoridade legítima do marido acontecendo.
O marido pode regular o ornamento da mulher, proibir que frequente certos lugares e exigir que use véu na igreja porque, como chefe da família, ele tem o dever de liderar e corrigir seus membros. Ouçamos Antonio Royo Marín a respeito:
"Deveres especiais do esposo. Uma vez que o esposo é por direito natural e divino o cabeça e chefe da família (Gn 3,16; 1Cor 11,9; Cl 3,18), cabe-lhe governar a mulher, mas sempre na qualidade de companheira, não de escrava. E assim deve:
c) CORRIGI-LA CARITATIVAMENTE se delínque, com o fim de emendá-la e evitar o escândalo. Mas sem recorrer jamais aos golpes ou maus-tratos nem aos insultos soezes ou frases duras, que a nenhum resultado prático conduzem e perturbam terrivalmente a paz e tranquilidade do lar. (Teologia Moral para Seglares, n. 834.2)"
Contudo, sob a ótica de uma feminista católica, a liderança e a correção do marido são coisas absolutamente intoleráveis, porque elas negam, no fundo de suas almas, a submissão ao esposo no matrimônio.
O que leva ao passo seguinte: a rejeição de homens católicos que são absolutamente conscientes de seus deveres e a preferência da feminista por homens inferiores na fé.
O maior temor de uma feminista católica não é, curiosamente, a impiedade do mundo, mas a piedade do lar. Mais especificamente, o que ela teme é casar-se com um homem católico, devidamente formado e convicto, pois este lhe colocaria freios nos ímpetos revolucionários e nos gritos de independência. Assim, não é raro ver feministas católicas preferindo namorar protestantes, ateus, mundanos, católicos de IBGE, "feministos", sob o pretexto de que no meio católico está difícil encontrar “homens de verdade”.
Não duvidamos que encontrar o cônjuge ideal, ainda mais nos nossos tempos de fragmentação e desordem, seja um desafio digno de epopeia. Mas convém notar que a feminista católica não foge dos homens católicos porque não os encontra, mas porque os encontra e percebe, com um misto de admiração e horror, que eles são uma ameaça ao seu feminismo.
Optando, então, por homens inferiores na formação da fé, ela acredita poder moldá-los, talhando-os à imagem de suas próprias convicções. Quer ensiná-los o que é mais importante – a fé –, mas de um modo que esteja em conformidade com sua perspectiva feminista.
Não percebe, entretanto, que, ao agir assim, mina os alicerces da própria família. Primeiro, porque há nisso um ato de supremo egoísmo: ela não busca um pai católico para seus filhos, alguém que os guie no caminho da santidade, mas um homem que satisfaça seus desejos e que não se oponha aos seus diálogos particulares com a serpente. No final, o risco de que todos se percam é imenso. Adão já nos deu uma bela lição do fim trágico que resulta um homem ser omisso e subserviente à esposa.
O mais irônico de tudo é que, ao buscar um homem que a deixe livre em suas ideias, ela se prende ainda mais aos seus próprios erros. Por isso o verdadeiro dever de uma feminista católica - se é que tal figura pode existir sem contradição - é justamente livrar-se do feminismo, e isso se dá, acima de tudo, pela submissão ao marido. Mas como poderá submeter-se a alguém que não a governa? Como poderá aprender a docilidade se escolheu um guia que teme guiá-la?
No fim, a busca por um homem que não imponha regras é, na verdade, a busca por um homem que também não siga regras. E um homem sem regras é apenas um menino grande, esperando ser educado.
O grande paradoxo é que, ao fugir de um chefe, essas católicas feministas acabam criando súditos. E nenhuma rainha governa sem pagar o preço da coroa.
No caso, o preço da coroa é a própria ruína da família.
A autoridade do marido e a graça divina
As Escrituras são categóricas sobre o modo como a mulher se salvará: pela maternidade (1 Tm 2,15).
Isto implica que as graças de uma mulher casada só serão dadas por Deus se ela cumprir seus deveres como esposa e mãe.
Deus, de fato, é Pai das bênçãos, mas não as distribui aleatoriamente. Ele as concede de modo ordenado, isto é, para um fim e, principalmente, de modo hierárquico, ou seja, pelos representantes que Ele instituiu.
No Antigo Testamento, antes da instituição do sacerdócio levítico, os principais dispensadores das bênçãos - inclusive das sacerdotais - eram os chefes de família, os patriarcas. Essas bênçãos eram tão ricas em graças que eram verdadeiramente disputadas pelos filhos. O exemplo mais conhecido dessa disputa foi o dos irmãos Esaú e Jacó. Jacó “roubou” a bênção patriarcal de seu irmão e foi imensamente bem-sucedido. Em outro episódio, o mesmo Jacó, ao deparar-se com um anjo, lutou com ele por uma bênção. O patriarca adotava como estratégia buscar sempre a bênção de seus superiores, porque sabia da importância dela para ter dias felizes na terra.
Após a instituição do sacerdócio levítico e, posteriormente, do sacerdócio católico, as bênçãos patriarcais foram redistribuídas. Se antes se concentravam exclusivamente nos pais de família, hoje estes dividem tal papel com os sacerdotes.
Todavia, mesmo com essa divisão de funções, a bênção patriarcal não deixou de ser grande e de vital importância para a prosperidade dos filhos e da família. A esse respeito, vejamos as luminosas palavras do grande Cardeal Isidro Gomá y Tomás:
"Entre nós, cristãos, a bênção paterna não tem o mesmo sentido profundo que a bênção patriarcal tinha para o povo de Deus. Esta era uma ação sacerdotal pela qual Deus, fiel às suas promessas de bênção feitas àquela raça, transmitia dos pais aos filhos todo o caudal de suas misericórdias para com ela. Agora, o sacerdote nos abençoe em nome de Deus, o bendito do Pai, sobre quem veio a plenitude da bênção com a plenitude da divindade.
Mas Deus não diminuiu a dignidade do pai na nova lei. "Quem ousaria dizer que a bênção paterna, na lei da graça, tenha perdido seu poder?", diz Dupanloup. "Não acredito nisso. Creio que a vida, que a conservação das raças e a prosperidade das famílias ainda podem encontrar nela a mesma segurança que a bênção dos velhos patriarcas; além do que, segundo o espírito e o caráter da graça evangélica, creio que desta bênção dos pais cristãos sai, mais abundante que em outras épocas, uma graça sobrenatural para produzir, aumentar e perpetuar nas famílias cristãs não somente a vida, mas, o que é ainda mais precioso, o bem de viver e o tesouro hereditário das virtudes domésticas e das esperanças celestias.
Quem dera que se reavivasse o antigo costume de os pais abençoarem os filhos, sobretudo nos momentos solenes de suas vidas, e no transe soleníssimo, para o pai e para os filhos, de deixar ele o mundo para lhes legar o tesouro das tradições domésticas! Mas pobres dos pais de hoje! Como iriam abençoar seus filhos se a muitos faltam o sentido de Deus?" (La Familia, 1942, 4ª ed., p. 140-143)
O autor Craig Hill em seu livro "O Poder da Benção dos Pais" traz uma convicção semelhante. Craig explica que os judeus são prósperos em todas as partes do mundo justamente porque conservaram a cultura patriarcal dos pais abençoarem seus filhos:
"Talvez você se pergunte: “Que tipo de costumes e tradições os judeus praticam que podem fazer prosperar suas almas?”. Creio que a resposta reside no costume que discutimos no início do capítulo anterior: a bênção paterna. Como já vimos, todos os pais são profetas para seus filhos, mas nem todas as profecias vêm de Deus. Creio que as almas dos filhos judeus tendem a prosperar não apenas pela bênção paterna do Sabbath, a cada semana, mas também porque sua cultura naturalmente favorece a bênção dos filhos durante as sete etapas críticas da vida.
Embora o conceito da bênção seja claramente explicado na cultura hebraica bíblica, e vejamos remanescentes dela na cultura judaica de hoje, não creio que Deus tenha querido que os judeus tivessem um monopólio sobre a bênção. Creio que Deus quis que o estilo de vida de bênção e a transmissão da bênção durante as sete etapas críticas da vida funcionassem naturalmente em cada família e cultura da terra. Essas tradições de bênção não se originaram com os judeus, mas são caminhos ancestrais que provêm de Deus e que são para qualquer pessoa, em qualquer lugar."
Essas citações indicam que os maridos, justamente por serem chefes e representantes da família, são o canal ordinário que Deus utiliza para distribuir graças no lar. Um pai católico que ama a Deus, os filhos e a esposa, liderando espiritualmente sua casa, torna-se canal ordinário de prosperidade material e espiritual para todos os membros da família, como bem demonstra a ilustração abaixo.
Daí a grande desgraça, por exemplo, dos filhos órfãos, que não apenas perdem a ajuda material dos pais, mas também as graças que viriam por causa da autoridade paterna.
O Cardeal Isidro Gomá y Tomás, nesse sentido, afirma que há uma maneira de deixar os filhos “órfãos” das graças paternas mesmo com os pais vivos: o pai não ser católico.
Um pai que não pratica a religião e que não cumpre seus deveres enquanto pai e esposo atrai menos as graças divinas para sua família.
Sendo assim, é seguro dizer que uma católica feminista que, por puro egoísmo e espírito de independência, priva seus filhos de um pai católico ao casar-se com um homem do mundo, um “católico de IBGE” ou um “feministo” que não exerce sua autoridade marital, torna seus filhos órfãos das graças que seriam conquistadas por um pai católico consciente de seus deveres.
Os maridos, enquanto chefes de família, participam do poder das chaves concedido por Deus e são meios ordinários de graças para suas famílias.
Portanto, se Deus quer que as mulheres se santifiquem e se salvem mediante a submissão aos maridos, segue-se a conclusão óbvia: se desprezam essa autoridade e buscam anulá-la, as graças que seriam concedidas por Deus por meio dessa submissão deixarão de ser dadas. E dois exemplos disso podem ser mencionados: Eva e Jezabel.
Os Santos Padres são unânimes em reconhecer que Eva caiu na tentação da serpente porque estava desacompanhada de Adão, e este igualmente caiu porque se deixou liderar pela esposa.
"O mesmo Apóstolo ensina posteriormente as mulheres a serem submissas aos seus maridos, assim como a Igreja é submissa a Cristo. Jezabel não observou este preceito; por querer controlar seu marido ela se perdeu e perdeu a ele, assim como todos os seus filhos."
Portanto, é manifesto que a mulher que “demite” a autoridade do marido - quer desprezando-a, quer usurpando-a ao casar-se com homens não católicos ou temerosos de exercê-la - torna-se causa da ruína e da desgraça da família.
A estas que rejeitam a autoridade do marido, o Pe. Antonio Royo Marín chamaria de “aquelas que receiam receber um marido” ou, em outras palavras, que não estão aptas a receber o sacramento do matrimônio:
"O desprezo pelo homem a excessiva timidez diante dele, o espírito de independência, o horror aos deveres conjugais, o medo dos sofrimentos da maternidade ou o trabalho de educar, etc., levam-nas a renunciar ao matrimônio e ficar perpetuamente solteiras." (Espiritualidade dos Leigos, n. 375)
Como punição, se forem feministas solteiras, é provável que Deus permita que essas mulheres padeçam de solteirice perpétua, de relacionamentos caóticos e intermitentes ou ainda de um receio interminável de assumir um compromisso definitivo, passando quatro ou cinco anos namorando um rapaz para, no fim, não dar em nada. Isto quando não se tornam, por uma nota quase artística da ironia divina, mães solteiras, obrigadas a carregar o peso e a responsabilidade da maternidade sem as abundantes graças que ordinariamente decorreriam da chefia do marido. Assim, acabam vivendo sob o peso de suas próprias decisões e sob a desgraça de seu próprio feminismo.
Não estamos dizendo, evidentemente, que mães solteiras ou esposas cujos maridos não sejam católicos não possam alcançar tais graças. Santa Mônica é exemplo de esposa e mãe que, mesmo sem um marido católico, alcançou graças para a conversão da família. Contudo, Santa Mônica enquadra-se como caso verdadeiramente extraordinário. Sua santidade pessoal constitui um diferencial raríssimo em relação à média das pessoas. Sem essa perseverança heroica, dificilmente teria alcançado a conversão da família. E relembremos que a conquista dessa graça foi árdua: levou décadas. É perfeitamente legítimo pensar, portanto, que, se seu marido fosse católico, a conversão de Santo Agostinho talvez não tivesse levado trinta anos para acontecer.
Em suma, queremos dizer que mulheres que, por culpa própria, casam-se mal ou se revoltam contra a autoridade do marido acabam dificultando a obtenção das graças de Deus para a própria família. Essas graças tornam-se mais difíceis de alcançar, porque quem as solicita não é, na ordem estabelecida por Deus, a autoridade instituída por Ele.
Um exemplo pode ilustrar melhor esse ponto. A consagração de um país a Nosso Senhor feita por um cidadão comum pode ser algo muito nobre; contudo, muito mais eficaz para a nação seria a consagração realizada pelas mãos do Chefe de Estado. Não sem razão, Nosso Senhor, nas aparições a Santa Margarida Maria Alacoque, não pediu que um cidadão qualquer consagrasse a França ao Sagrado Coração, mas sim o rei Luís XIV.
Deus quer comunicar Sua graça, mas deseja distribuí-la pelos meios ordinários que Ele próprio estabeleceu. Na família, esse meio é o chefe do lar, o homem. Se a esposa usurpa esse lugar, a graça dificilmente será alcançada da mesma forma.
Devemos dizer também que a autoridade, quando instituída por Deus, existe sempre para o bem daquele que lhe está subordinado. A autoridade dos pais é um bem para os filhos. Da mesma maneira, a autoridade do marido é um bem para a mulher.
Não constitui, portanto, uma "solução" para a católica feminista escolher um homem “feministo” que se recuse a liderar. Ela estará sendo "masoquista" e fazendo um mal contra si mesma. Um homem que não exerce sua autoridade também peca diante de Deus e igualmente será punido por isso, pois liderar a família é dever seu. Recordemos o ensinamento do imortal Papa Pio XII:
"Vós, maridos, fostes investidos da autoridade. Cada um de vós é chefe do lar, com todos os deveres e as responsabilidades que este título representa. Não hesiteis, portanto, em exercer a autoridade, não renegueis os deveres, e não fujais das responsabilidades." (Alocução aos Recém-Casados. 10 de setembro de 1941)
Quão patético é observar homens unindo-se à insubmissão de suas esposas e ostentando essa cumplicidade como símbolo de masculinidade. Mal sabem eles que também se tornam cooperadores da desgraça da própria família. Deus puniu Adão por sua subserviência à esposa com dificuldades materiais, um símbolo da dificuldade do marido "feministo" para obter graças para a família:
E disse em seguida ao homem: “Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida. (Gn 3,17)
A Tradição da Igreja consigna igualmente que às mulheres de espírito livre e insubmisso - assim como aos filhos que não se submetem aos pais - estão reservadas as maiores infelicidades nesta terra.
São João Crisóstomo, nesse sentido, ensinava que mulheres assim eram causa da destruição do lar:
"A esposa é uma segunda autoridade. Ela não deve exigir igualdade, pois está sujeita à cabeça; nem deve o marido menosprezar sua sujeição, pois ela é o corpo... Onde há autoridade igual, nunca há paz. Uma família não pode ser uma democracia, governada por todos, mas a autoridade deve necessariamente repousar em uma pessoa. O mesmo se aplica à Igreja...."
“Mas se [o domínio/liderança do lar] for de outra forma, tudo é virado de cabeça para baixo e jogado em confusão. E assim como quando os generais de um exército estão em paz uns com os outros, todas as coisas estão em devida subordinação, enquanto que, por outro lado, se eles estão em desacordo, tudo é virado de cabeça para baixo; assim, eu digo, é também aqui. Por isso, diz ele, "Esposas, sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor." (Complete Works of Saint John Chrysostom, loc. 132419.1 32426)
Santo Tomás de Aquino nos Comentários às Cartas de São Paulo é ainda mais incisivo:
“O Filósofo diz que o domínio das mulheres é a morte de uma família, como tiranos de uma comunidade.”
O Aquinate acrescenta, no mesmo comentário, que a mulher que não se submete ao marido blasfema contra a Palavra de Deus, isto é, contra a própria Revelação divina:
“A outra coisa que ela deve observar é a subordinação, porque quando uma mulher tem poder, ela tenta se opor aos planos do marido: uma mulher, se ela tem superioridade, é contrária ao marido (Sir 25:30). Portanto, ele diz, “obedientes aos seus maridos”, daí é dito: seu desejo será para seu marido, e ele te governará (Gn 3:16). E isso, “para que a palavra de Deus não seja blasfemada”, ou seja, para que sua desobediência não seja uma ocasião para blasfêmia.”
Essa observação de Santo Tomás conduz-nos a outra conclusão: mulheres que rejeitam a submissão aos maridos não apenas odeiam homens católicos, mas o próprio catolicismo, pois, no fundo, revoltam-se contra o próprio Deus e Sua Revelação.
Católicas feministas que escolhem relacionar-se com homens mundanos ou de formação religiosa muito inferior à delas o fazem porque a vida autenticamente católica lhes seria verdadeiramente insuportável. Preferem, assim, homens que não representem ameaça alguma ao seu feminismo.
Outro ponto importante é a observação feita pelas Escrituras: se a mulher assume superioridade, a tendência é opor-se ao marido. Como já dissemos, a autoridade do marido foi dada para o bem da mulher. Se o homem conscientemente não a exerce, ou se a mulher a usurpa, o resultado é desastroso para a família.
Conclusão
Diante de tais observações, a católica feminista possui apenas dois caminhos: ou abandona o feminismo e reconcilia-se com a ordem estabelecida por Deus, aceitando humildemente os deveres da maternidade, da vida doméstica e da submissão ao marido; ou nega a realidade e permanece encastelada no pequeno e ressentido “clubinho das feministas”, onde mulheres amarguradas contra homens católicos continuam afundadas nos próprios erros, guiando a si mesmas cegamente.
O grande problema é que a rejeição da autoridade do marido jamais permanece sem consequências. Quando a mulher rejeita o chefe que Deus lhe deu, frequentemente acaba submetida a senhores muito piores: às ideologias, ao orgulho, ao mercado, às paixões desordenadas e, muitas vezes, a homens fracos, omissos ou mundanos, incapazes de conduzir uma família à santidade.
Por isso, o verdadeiro dever da mulher católica não é lutar contra a autoridade masculina, mas santificar-se dentro da hierarquia querida por Deus. Porque a autoridade do marido, quando exercida segundo a lei divina, não existe para destruir a mulher, mas para conduzi-la, protegê-la e ajudá-la a chegar ao Céu.